Olá pessoal!
Para os que vão prestar a Unicamp amanhã, atentem-se para:
PROPOSIÇÃO – se estão cumprindo a proposta solicitada pela prova;
INETRLOCUÇÃO – se o texto está compatível para o interlocutor, se há marcas de interlocução que nos permitem afirmar que tal texto, de fato, tem aquele público como interlocutor.
GÊNERO – se o texto atende ao gênero solicitado.
No caso da proposta do comentário para a MTV, por exemplo, vão observar se o candidato:
Na proposição: interpretou os dados do gráfico apresentado, analisando duas permanências e duas mudanças de valores da geração jovem, nos três anos pesquisados, e colocou-se a respeito do que esse gráfico de valores mostra, ou seja, argumentando se identificou-se, ou não, com o perfil revelado pela pesquisa.
Interlocução: um JOVEM escreve para MTV
Gênero: COMENTÁRIO para um site
Os três textos são obrigatórios, meninas e meninos!!!
Atenção!!! NÃO LEVEM CELULAR PARA A PROVA, É PROIBIDO! MESMO QUE DESLIGADO, O CANDIDATO QUE LEVAR CELULAR SERÁ DESCLASSIFICADOOO!!
ÓTIMA PROVA A TOD@S!!!
E NÃO SE ESQUEÇAM DE ME CONTAR COMO FORAM DEPOOOIS!!!
BEIJOSSS!!
Blog dos alunos da terceira série do Ensino Médio do Colégio Santa Teresa D`Ávila, São José do Rio Preto, turma 2011.
sábado, 12 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ostáculos no combate à homofobia

Algo que tem gerado muita discussão atualmente são os assuntos envolvendo homofobia. Diversos casos de agressões contra homossexuais geraram discussões que culminaram em um projeto de lei que criminaliza a homofobia, além da possibilidade da distribuição de um material didático, apelidado de kit-gay, que trata do assunto nas escolas públicas com o intuito de conscientizar crianças e jovens da naturalidade do homossexualismo visando diminuir os casos de homofobia. O tal kit continha cartilhas falando acerca da homoafetividade e um DVD contendo vídeos sobre o tema. Contudo, esse kit não foi aprovado, inclusive a presidente Dilma Rousseff se pronunciou dizendo que nenhum órgão do governo poderá fazer "propaganda de opções sexuais" ( aliás, o termo "opção sexual" é errôneo uma vez que isso não depende da escolha do indivíduo, o correto seria "orientação sexual"). Também não podemos dizer que o kit fazia propaganda de "opções sexuais" já que a idéia de "propaganda" remete à propagação, ou seja, à disseminação de algo que se espera ser acatado pelo público. Isso mostra que nossa presidente não está devidamente esclarecida sobre o assunto, pois a intenção do kit seria promover o respeito entre héteros, homo e bissexuais, e não influenciar os estudantes da rede pública a escolher a sua sexualidade.
Apesar disso, não se pode negar que o kit anti-homofobia continha vídeos fortes e desnecessários, porém o veto total do kit foi uma atitude radical, o que deveria ter sido feito é um veto parcial, ou seja, os vídeos poderiam não ser distribuídos, mas as cartilhas sim, com o intuito de promover a discussão do tema entre os estudantes aumentando assim a tolerância aos homossexuais. Contudo, não se pode agradar a todos sempre e sabemos que existe no Congresso a bancada religiosa, que é contra qualquer atitude que favoreça os homossexuais. Essa bancada, querendo nós ou não, tem muita força no Congresso e acaba, muitas vezes, atrapalhando o avanço de projetos, como o kit anti-homofobia ou a PLC 122, que visam apenas promover a paz e o respito a diversidade sexual, minimizando a intolerância.
Não podemos dizer que o veto total do kit foi uma atitude homofóbica, mas, de certa forma, foi uma afronta à laicidade do Estado, pois sendo o Brasil um Estado laico, nenhuma decisão deveria ser tomada tomando por base os conceitos de uma determinada religião, ainda que esta seja dominante no país. Pensando nisso, diversos grupos têm se organizado, através das redes sociais, promovendo marchas pelo Estado laico de fato, para que a religião não venha intervir nas decisões do Governo, atrasando ou até impedindo a aprovação de projetos como a lei que criminaliza a homofobia, que foi apresentado em 12 de dezembro de 2006 e até hoje não foi aprovado por causa da grande polêmica criada em cima dele por parte da bancada religiosa.
Enfim, a nossa esperança é de que o nossos políticos passem a pensar mais nos direitos humanos ao invés de tentar sempre agradar aos religiosos e que, futuramente, sejam tomadas decisões mais democráticas para que não hajam mais casos de preconceito em nossa sociedade e possamos um dia viver num Brasil onde todos sejam visto como iguais.
Gabriel Martins Vital de Lima, estudante do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Santa Teresa
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Comentário crítico
Olá pessoal!
A atividade de hoje (3/11) será uma produção textual!! Mas... uma produção textual diferente... Uma atividade "às avessas"...
Em vez de vocês produzirem um texto a partir de uma proposta que eu tenha elaborado para me entregarem e eu avaliar, vocês lerão um texto que eu produzi e farão comentários críticos! Elaborei o artigo de opinião abaixo a partir da proposta que eu fiz a vocês. A atividade deve ser realizada individual ou em dupla. Vocês terão que postar o comentário, de, no mínimo, 10 linhas, a essa postagem. A atividade vale nota.
O comentário será avaliado pela capacidade do aluno em fazer uma boa análise do texto, demonstrando criticidade, o que não significa apontar defeitos ou elogiar, mas, com base em critérios consistentes, elaborar um bom comentário crítico (de avaliação da adeauação ao gênero, avaliação do teor argumentativo do texto, encadeamento lógico das ideias, uso de operadores argumentativos, de modalizadores, articulação entre os parágrafos, uso de recursos coesivos, vocabulário, etc)
Boa avaliação!
Igualdade na diversidade: discussão necessária
“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade” afirma o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Baseada nesse documento, a Constituição Brasileira inicia o artigo quinto do capítulo primeiro, que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, reforçando o ideal da igualdade: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Se a ideia de igualdade está no cerne de dois importantes documentos que regem as leis tanto em nível nacional quanto internacional, por que ainda lutamos contra a discriminação de alguns grupos sociais, como os homossexuais?
A resposta parece-nos paradoxal: porque muitos indivíduos não aceitam tratamento de igualdade aos que seriam considerados “desiguais” ou “diferentes”. E quem seriam os “diferentes”? Aqueles que fogem à norma social, julgada por discursos hegemônicos – ou dominantes – , cujo parâmetro corresponde a homem, branco, heterossexual, de classe média ou alta. No entanto, na era pós-moderna, grupos minoritários – ou “minoritarizados” (pois não se trata de quantidade de indivíduos, mas de sua representação diante do status quo social) – têm reivindicado seu lugar na sociedade, buscando sua condição de igualdade, de dignidade. Foi com o objetivo de promover tal relação de igualdade que o MEC produziu um material pedagógico composto pelo caderno do educador, boletins e vídeos sobre a temática da homossexualidade para ser trabalhado nas escolas públicas brasileiras. O veto da presidente Dilma Rousseff, sob o discurso de que não é intenção do Estado “fazer propaganda de opções sexuais”, gerou grande polêmica em torno da questão: deve-se elaborar materiais pedagógicos para trabalhar com a temática da homossexualidade nas escolas?
Obviamente, os que mantêm uma postura preconceituosa em relação aos homossexuais repudiam essa ideia, como o deputado Jair Bolsonaro, que, no dia da votação do Projeto de Lei 122, que visa à criminalização da homofobia, imprimiu 50 mil cópias de panfletos que atacam os direitos dos gays, como um alerta aos pais para que “seu filho não se torne gay”. Sem entrarmos na discussão sobre a atitude preconceitousa de Bolsonaro, a polêmica maior, a nosso ver, diz respeito aos que se colocam como defensores dos homossexuais e, sob o mesmo argumento de defesa, posicionam-se a favor e contra a proibição do uso de materiais pedagógicos que abordem a temática em sala de aula.
Muitos endossam o discurso de que, ao se abordar o tema em sala de aula, com materiais pedagógicos específicos para tanto, a homossexualidade não estaria sendo concebida de forma natural. É comum ouvirmos de pessoas que defendem esse posicionamento que, se a homossexualidade deve ser concebida de maneira natural, se queremos igualdade – e não discriminação – aos homossexuais, focar o assunto seria um contrassenso, pois o que é natural não precisa ser discutido, não precisa ser ensinado.
Ora, se existem tantas demonstrações de preconceito contra os homossexuais, como podemos dizer que a homossexualidade é encarada como natural? Natural para quem? Certamente, não para todos, como almejamos. Ignorar a existência da desigualdade de tratamento dispensada a esse grupo é tão perverso para a manutenção da discriminação quanto as manifestações de preconceito. Enquanto ainda houver grupos que condenem o homossexualismo é necessário, sim, discutir sobre o assunto, para que não haja voz que dê coro ao discurso preconceituoso.
E por que na sala de aula? Porque é responsabilidade dessa esfera social a formação de opinião dos indivíduos. A escola, mais do que reprodutora – concepção das teorias críticas da década de 70 – é também produtora da cultura, construtora de conhecimento. Por isso, ao se introduzir no currículo escolar e trabalhar, de maneira crítica, com o tema da homossexualidade, iremos formando, geração após geração, sujeitos conscientes da necessidade de se celebrar – mais do que tolerar – a diversidade.
Ancoramo-nos nas palavras do educador Antônio Nóvoa, segundo o qual, se a sociedade não está preparada para, sozinha, promover tal conscientização, é preciso que a escola assuma esse trabalho educativo.
Marília Curado Valsechi é mestre em Linguística Aplicada pela Unicamp. Professora universitária da rede estadual de ensino e também da rede particular da Educação Básica.
A atividade de hoje (3/11) será uma produção textual!! Mas... uma produção textual diferente... Uma atividade "às avessas"...
Em vez de vocês produzirem um texto a partir de uma proposta que eu tenha elaborado para me entregarem e eu avaliar, vocês lerão um texto que eu produzi e farão comentários críticos! Elaborei o artigo de opinião abaixo a partir da proposta que eu fiz a vocês. A atividade deve ser realizada individual ou em dupla. Vocês terão que postar o comentário, de, no mínimo, 10 linhas, a essa postagem. A atividade vale nota.
O comentário será avaliado pela capacidade do aluno em fazer uma boa análise do texto, demonstrando criticidade, o que não significa apontar defeitos ou elogiar, mas, com base em critérios consistentes, elaborar um bom comentário crítico (de avaliação da adeauação ao gênero, avaliação do teor argumentativo do texto, encadeamento lógico das ideias, uso de operadores argumentativos, de modalizadores, articulação entre os parágrafos, uso de recursos coesivos, vocabulário, etc)
Boa avaliação!
Igualdade na diversidade: discussão necessária
“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade” afirma o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Baseada nesse documento, a Constituição Brasileira inicia o artigo quinto do capítulo primeiro, que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, reforçando o ideal da igualdade: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Se a ideia de igualdade está no cerne de dois importantes documentos que regem as leis tanto em nível nacional quanto internacional, por que ainda lutamos contra a discriminação de alguns grupos sociais, como os homossexuais?
A resposta parece-nos paradoxal: porque muitos indivíduos não aceitam tratamento de igualdade aos que seriam considerados “desiguais” ou “diferentes”. E quem seriam os “diferentes”? Aqueles que fogem à norma social, julgada por discursos hegemônicos – ou dominantes – , cujo parâmetro corresponde a homem, branco, heterossexual, de classe média ou alta. No entanto, na era pós-moderna, grupos minoritários – ou “minoritarizados” (pois não se trata de quantidade de indivíduos, mas de sua representação diante do status quo social) – têm reivindicado seu lugar na sociedade, buscando sua condição de igualdade, de dignidade. Foi com o objetivo de promover tal relação de igualdade que o MEC produziu um material pedagógico composto pelo caderno do educador, boletins e vídeos sobre a temática da homossexualidade para ser trabalhado nas escolas públicas brasileiras. O veto da presidente Dilma Rousseff, sob o discurso de que não é intenção do Estado “fazer propaganda de opções sexuais”, gerou grande polêmica em torno da questão: deve-se elaborar materiais pedagógicos para trabalhar com a temática da homossexualidade nas escolas?
Obviamente, os que mantêm uma postura preconceituosa em relação aos homossexuais repudiam essa ideia, como o deputado Jair Bolsonaro, que, no dia da votação do Projeto de Lei 122, que visa à criminalização da homofobia, imprimiu 50 mil cópias de panfletos que atacam os direitos dos gays, como um alerta aos pais para que “seu filho não se torne gay”. Sem entrarmos na discussão sobre a atitude preconceitousa de Bolsonaro, a polêmica maior, a nosso ver, diz respeito aos que se colocam como defensores dos homossexuais e, sob o mesmo argumento de defesa, posicionam-se a favor e contra a proibição do uso de materiais pedagógicos que abordem a temática em sala de aula.
Muitos endossam o discurso de que, ao se abordar o tema em sala de aula, com materiais pedagógicos específicos para tanto, a homossexualidade não estaria sendo concebida de forma natural. É comum ouvirmos de pessoas que defendem esse posicionamento que, se a homossexualidade deve ser concebida de maneira natural, se queremos igualdade – e não discriminação – aos homossexuais, focar o assunto seria um contrassenso, pois o que é natural não precisa ser discutido, não precisa ser ensinado.
Ora, se existem tantas demonstrações de preconceito contra os homossexuais, como podemos dizer que a homossexualidade é encarada como natural? Natural para quem? Certamente, não para todos, como almejamos. Ignorar a existência da desigualdade de tratamento dispensada a esse grupo é tão perverso para a manutenção da discriminação quanto as manifestações de preconceito. Enquanto ainda houver grupos que condenem o homossexualismo é necessário, sim, discutir sobre o assunto, para que não haja voz que dê coro ao discurso preconceituoso.
E por que na sala de aula? Porque é responsabilidade dessa esfera social a formação de opinião dos indivíduos. A escola, mais do que reprodutora – concepção das teorias críticas da década de 70 – é também produtora da cultura, construtora de conhecimento. Por isso, ao se introduzir no currículo escolar e trabalhar, de maneira crítica, com o tema da homossexualidade, iremos formando, geração após geração, sujeitos conscientes da necessidade de se celebrar – mais do que tolerar – a diversidade.
Ancoramo-nos nas palavras do educador Antônio Nóvoa, segundo o qual, se a sociedade não está preparada para, sozinha, promover tal conscientização, é preciso que a escola assuma esse trabalho educativo.
Marília Curado Valsechi é mestre em Linguística Aplicada pela Unicamp. Professora universitária da rede estadual de ensino e também da rede particular da Educação Básica.
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