Olá pessoal!
Para os que vão prestar a Unicamp amanhã, atentem-se para:
PROPOSIÇÃO – se estão cumprindo a proposta solicitada pela prova;
INETRLOCUÇÃO – se o texto está compatível para o interlocutor, se há marcas de interlocução que nos permitem afirmar que tal texto, de fato, tem aquele público como interlocutor.
GÊNERO – se o texto atende ao gênero solicitado.
No caso da proposta do comentário para a MTV, por exemplo, vão observar se o candidato:
Na proposição: interpretou os dados do gráfico apresentado, analisando duas permanências e duas mudanças de valores da geração jovem, nos três anos pesquisados, e colocou-se a respeito do que esse gráfico de valores mostra, ou seja, argumentando se identificou-se, ou não, com o perfil revelado pela pesquisa.
Interlocução: um JOVEM escreve para MTV
Gênero: COMENTÁRIO para um site
Os três textos são obrigatórios, meninas e meninos!!!
Atenção!!! NÃO LEVEM CELULAR PARA A PROVA, É PROIBIDO! MESMO QUE DESLIGADO, O CANDIDATO QUE LEVAR CELULAR SERÁ DESCLASSIFICADOOO!!
ÓTIMA PROVA A TOD@S!!!
E NÃO SE ESQUEÇAM DE ME CONTAR COMO FORAM DEPOOOIS!!!
BEIJOSSS!!
Gênios cst
Blog dos alunos da terceira série do Ensino Médio do Colégio Santa Teresa D`Ávila, São José do Rio Preto, turma 2011.
sábado, 12 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ostáculos no combate à homofobia

Algo que tem gerado muita discussão atualmente são os assuntos envolvendo homofobia. Diversos casos de agressões contra homossexuais geraram discussões que culminaram em um projeto de lei que criminaliza a homofobia, além da possibilidade da distribuição de um material didático, apelidado de kit-gay, que trata do assunto nas escolas públicas com o intuito de conscientizar crianças e jovens da naturalidade do homossexualismo visando diminuir os casos de homofobia. O tal kit continha cartilhas falando acerca da homoafetividade e um DVD contendo vídeos sobre o tema. Contudo, esse kit não foi aprovado, inclusive a presidente Dilma Rousseff se pronunciou dizendo que nenhum órgão do governo poderá fazer "propaganda de opções sexuais" ( aliás, o termo "opção sexual" é errôneo uma vez que isso não depende da escolha do indivíduo, o correto seria "orientação sexual"). Também não podemos dizer que o kit fazia propaganda de "opções sexuais" já que a idéia de "propaganda" remete à propagação, ou seja, à disseminação de algo que se espera ser acatado pelo público. Isso mostra que nossa presidente não está devidamente esclarecida sobre o assunto, pois a intenção do kit seria promover o respeito entre héteros, homo e bissexuais, e não influenciar os estudantes da rede pública a escolher a sua sexualidade.
Apesar disso, não se pode negar que o kit anti-homofobia continha vídeos fortes e desnecessários, porém o veto total do kit foi uma atitude radical, o que deveria ter sido feito é um veto parcial, ou seja, os vídeos poderiam não ser distribuídos, mas as cartilhas sim, com o intuito de promover a discussão do tema entre os estudantes aumentando assim a tolerância aos homossexuais. Contudo, não se pode agradar a todos sempre e sabemos que existe no Congresso a bancada religiosa, que é contra qualquer atitude que favoreça os homossexuais. Essa bancada, querendo nós ou não, tem muita força no Congresso e acaba, muitas vezes, atrapalhando o avanço de projetos, como o kit anti-homofobia ou a PLC 122, que visam apenas promover a paz e o respito a diversidade sexual, minimizando a intolerância.
Não podemos dizer que o veto total do kit foi uma atitude homofóbica, mas, de certa forma, foi uma afronta à laicidade do Estado, pois sendo o Brasil um Estado laico, nenhuma decisão deveria ser tomada tomando por base os conceitos de uma determinada religião, ainda que esta seja dominante no país. Pensando nisso, diversos grupos têm se organizado, através das redes sociais, promovendo marchas pelo Estado laico de fato, para que a religião não venha intervir nas decisões do Governo, atrasando ou até impedindo a aprovação de projetos como a lei que criminaliza a homofobia, que foi apresentado em 12 de dezembro de 2006 e até hoje não foi aprovado por causa da grande polêmica criada em cima dele por parte da bancada religiosa.
Enfim, a nossa esperança é de que o nossos políticos passem a pensar mais nos direitos humanos ao invés de tentar sempre agradar aos religiosos e que, futuramente, sejam tomadas decisões mais democráticas para que não hajam mais casos de preconceito em nossa sociedade e possamos um dia viver num Brasil onde todos sejam visto como iguais.
Gabriel Martins Vital de Lima, estudante do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Santa Teresa
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Comentário crítico
Olá pessoal!
A atividade de hoje (3/11) será uma produção textual!! Mas... uma produção textual diferente... Uma atividade "às avessas"...
Em vez de vocês produzirem um texto a partir de uma proposta que eu tenha elaborado para me entregarem e eu avaliar, vocês lerão um texto que eu produzi e farão comentários críticos! Elaborei o artigo de opinião abaixo a partir da proposta que eu fiz a vocês. A atividade deve ser realizada individual ou em dupla. Vocês terão que postar o comentário, de, no mínimo, 10 linhas, a essa postagem. A atividade vale nota.
O comentário será avaliado pela capacidade do aluno em fazer uma boa análise do texto, demonstrando criticidade, o que não significa apontar defeitos ou elogiar, mas, com base em critérios consistentes, elaborar um bom comentário crítico (de avaliação da adeauação ao gênero, avaliação do teor argumentativo do texto, encadeamento lógico das ideias, uso de operadores argumentativos, de modalizadores, articulação entre os parágrafos, uso de recursos coesivos, vocabulário, etc)
Boa avaliação!
Igualdade na diversidade: discussão necessária
“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade” afirma o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Baseada nesse documento, a Constituição Brasileira inicia o artigo quinto do capítulo primeiro, que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, reforçando o ideal da igualdade: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Se a ideia de igualdade está no cerne de dois importantes documentos que regem as leis tanto em nível nacional quanto internacional, por que ainda lutamos contra a discriminação de alguns grupos sociais, como os homossexuais?
A resposta parece-nos paradoxal: porque muitos indivíduos não aceitam tratamento de igualdade aos que seriam considerados “desiguais” ou “diferentes”. E quem seriam os “diferentes”? Aqueles que fogem à norma social, julgada por discursos hegemônicos – ou dominantes – , cujo parâmetro corresponde a homem, branco, heterossexual, de classe média ou alta. No entanto, na era pós-moderna, grupos minoritários – ou “minoritarizados” (pois não se trata de quantidade de indivíduos, mas de sua representação diante do status quo social) – têm reivindicado seu lugar na sociedade, buscando sua condição de igualdade, de dignidade. Foi com o objetivo de promover tal relação de igualdade que o MEC produziu um material pedagógico composto pelo caderno do educador, boletins e vídeos sobre a temática da homossexualidade para ser trabalhado nas escolas públicas brasileiras. O veto da presidente Dilma Rousseff, sob o discurso de que não é intenção do Estado “fazer propaganda de opções sexuais”, gerou grande polêmica em torno da questão: deve-se elaborar materiais pedagógicos para trabalhar com a temática da homossexualidade nas escolas?
Obviamente, os que mantêm uma postura preconceituosa em relação aos homossexuais repudiam essa ideia, como o deputado Jair Bolsonaro, que, no dia da votação do Projeto de Lei 122, que visa à criminalização da homofobia, imprimiu 50 mil cópias de panfletos que atacam os direitos dos gays, como um alerta aos pais para que “seu filho não se torne gay”. Sem entrarmos na discussão sobre a atitude preconceitousa de Bolsonaro, a polêmica maior, a nosso ver, diz respeito aos que se colocam como defensores dos homossexuais e, sob o mesmo argumento de defesa, posicionam-se a favor e contra a proibição do uso de materiais pedagógicos que abordem a temática em sala de aula.
Muitos endossam o discurso de que, ao se abordar o tema em sala de aula, com materiais pedagógicos específicos para tanto, a homossexualidade não estaria sendo concebida de forma natural. É comum ouvirmos de pessoas que defendem esse posicionamento que, se a homossexualidade deve ser concebida de maneira natural, se queremos igualdade – e não discriminação – aos homossexuais, focar o assunto seria um contrassenso, pois o que é natural não precisa ser discutido, não precisa ser ensinado.
Ora, se existem tantas demonstrações de preconceito contra os homossexuais, como podemos dizer que a homossexualidade é encarada como natural? Natural para quem? Certamente, não para todos, como almejamos. Ignorar a existência da desigualdade de tratamento dispensada a esse grupo é tão perverso para a manutenção da discriminação quanto as manifestações de preconceito. Enquanto ainda houver grupos que condenem o homossexualismo é necessário, sim, discutir sobre o assunto, para que não haja voz que dê coro ao discurso preconceituoso.
E por que na sala de aula? Porque é responsabilidade dessa esfera social a formação de opinião dos indivíduos. A escola, mais do que reprodutora – concepção das teorias críticas da década de 70 – é também produtora da cultura, construtora de conhecimento. Por isso, ao se introduzir no currículo escolar e trabalhar, de maneira crítica, com o tema da homossexualidade, iremos formando, geração após geração, sujeitos conscientes da necessidade de se celebrar – mais do que tolerar – a diversidade.
Ancoramo-nos nas palavras do educador Antônio Nóvoa, segundo o qual, se a sociedade não está preparada para, sozinha, promover tal conscientização, é preciso que a escola assuma esse trabalho educativo.
Marília Curado Valsechi é mestre em Linguística Aplicada pela Unicamp. Professora universitária da rede estadual de ensino e também da rede particular da Educação Básica.
A atividade de hoje (3/11) será uma produção textual!! Mas... uma produção textual diferente... Uma atividade "às avessas"...
Em vez de vocês produzirem um texto a partir de uma proposta que eu tenha elaborado para me entregarem e eu avaliar, vocês lerão um texto que eu produzi e farão comentários críticos! Elaborei o artigo de opinião abaixo a partir da proposta que eu fiz a vocês. A atividade deve ser realizada individual ou em dupla. Vocês terão que postar o comentário, de, no mínimo, 10 linhas, a essa postagem. A atividade vale nota.
O comentário será avaliado pela capacidade do aluno em fazer uma boa análise do texto, demonstrando criticidade, o que não significa apontar defeitos ou elogiar, mas, com base em critérios consistentes, elaborar um bom comentário crítico (de avaliação da adeauação ao gênero, avaliação do teor argumentativo do texto, encadeamento lógico das ideias, uso de operadores argumentativos, de modalizadores, articulação entre os parágrafos, uso de recursos coesivos, vocabulário, etc)
Boa avaliação!
Igualdade na diversidade: discussão necessária
“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade” afirma o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Baseada nesse documento, a Constituição Brasileira inicia o artigo quinto do capítulo primeiro, que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, reforçando o ideal da igualdade: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Se a ideia de igualdade está no cerne de dois importantes documentos que regem as leis tanto em nível nacional quanto internacional, por que ainda lutamos contra a discriminação de alguns grupos sociais, como os homossexuais?
A resposta parece-nos paradoxal: porque muitos indivíduos não aceitam tratamento de igualdade aos que seriam considerados “desiguais” ou “diferentes”. E quem seriam os “diferentes”? Aqueles que fogem à norma social, julgada por discursos hegemônicos – ou dominantes – , cujo parâmetro corresponde a homem, branco, heterossexual, de classe média ou alta. No entanto, na era pós-moderna, grupos minoritários – ou “minoritarizados” (pois não se trata de quantidade de indivíduos, mas de sua representação diante do status quo social) – têm reivindicado seu lugar na sociedade, buscando sua condição de igualdade, de dignidade. Foi com o objetivo de promover tal relação de igualdade que o MEC produziu um material pedagógico composto pelo caderno do educador, boletins e vídeos sobre a temática da homossexualidade para ser trabalhado nas escolas públicas brasileiras. O veto da presidente Dilma Rousseff, sob o discurso de que não é intenção do Estado “fazer propaganda de opções sexuais”, gerou grande polêmica em torno da questão: deve-se elaborar materiais pedagógicos para trabalhar com a temática da homossexualidade nas escolas?
Obviamente, os que mantêm uma postura preconceituosa em relação aos homossexuais repudiam essa ideia, como o deputado Jair Bolsonaro, que, no dia da votação do Projeto de Lei 122, que visa à criminalização da homofobia, imprimiu 50 mil cópias de panfletos que atacam os direitos dos gays, como um alerta aos pais para que “seu filho não se torne gay”. Sem entrarmos na discussão sobre a atitude preconceitousa de Bolsonaro, a polêmica maior, a nosso ver, diz respeito aos que se colocam como defensores dos homossexuais e, sob o mesmo argumento de defesa, posicionam-se a favor e contra a proibição do uso de materiais pedagógicos que abordem a temática em sala de aula.
Muitos endossam o discurso de que, ao se abordar o tema em sala de aula, com materiais pedagógicos específicos para tanto, a homossexualidade não estaria sendo concebida de forma natural. É comum ouvirmos de pessoas que defendem esse posicionamento que, se a homossexualidade deve ser concebida de maneira natural, se queremos igualdade – e não discriminação – aos homossexuais, focar o assunto seria um contrassenso, pois o que é natural não precisa ser discutido, não precisa ser ensinado.
Ora, se existem tantas demonstrações de preconceito contra os homossexuais, como podemos dizer que a homossexualidade é encarada como natural? Natural para quem? Certamente, não para todos, como almejamos. Ignorar a existência da desigualdade de tratamento dispensada a esse grupo é tão perverso para a manutenção da discriminação quanto as manifestações de preconceito. Enquanto ainda houver grupos que condenem o homossexualismo é necessário, sim, discutir sobre o assunto, para que não haja voz que dê coro ao discurso preconceituoso.
E por que na sala de aula? Porque é responsabilidade dessa esfera social a formação de opinião dos indivíduos. A escola, mais do que reprodutora – concepção das teorias críticas da década de 70 – é também produtora da cultura, construtora de conhecimento. Por isso, ao se introduzir no currículo escolar e trabalhar, de maneira crítica, com o tema da homossexualidade, iremos formando, geração após geração, sujeitos conscientes da necessidade de se celebrar – mais do que tolerar – a diversidade.
Ancoramo-nos nas palavras do educador Antônio Nóvoa, segundo o qual, se a sociedade não está preparada para, sozinha, promover tal conscientização, é preciso que a escola assuma esse trabalho educativo.
Marília Curado Valsechi é mestre em Linguística Aplicada pela Unicamp. Professora universitária da rede estadual de ensino e também da rede particular da Educação Básica.
domingo, 18 de setembro de 2011
A vaidade do homem moderno
Logo que acordo, vou direto ao banheiro, lavo o rosto para me despertar, escovo os dentes e tomo banho. É óbvio que, para um bom banho, é preciso usar um bom sabonete, xampu e condicionador para deixar os cabelos mais soltos e macios.
A cada dois dias, é preciso fazer a barba para manter o rosto lisinho. E como imaginar o ato de barbear sem o essencial creme de barbear de menta? Ele evita a irritação da pele, suaviza, barbeia e deixa uma gostosa sensação refrescante na pele. E não posso esquecer do creme pós-barba, também para evitar a irritação.
Outro item importante na prateleira masculina é o gel, imprescindível para todo homem que quer um penteado bonito fixo o dia todo.
Um outro cosmético que uso religiosamente é o desodorante. É impossível vestir uma camisa sem antes passar o tão sagrado desodorante (mas tem que ser um que não irrita as axilas e não marca a roupa).
Emfim, o que citei agora são apenas os itens de sobrevivência básica do homem moderno. Nós precisamos também frequentar a academia para manter a forma, depilar os pelos do corpo, estar com as unhas sempre bem cuidadas e sempre usar uma boa roupa. (da moda, de preferência) que valorize o corpo.
Pois é, e por mais que a sociedade condene todas essas atitudes julgando-as um tanto afeminadas, as pessoas deveriam entender que assim como as mulheres se arrumam para outras mulheres, nós, homens, também nos arrumamos para elas.
A cada dois dias, é preciso fazer a barba para manter o rosto lisinho. E como imaginar o ato de barbear sem o essencial creme de barbear de menta? Ele evita a irritação da pele, suaviza, barbeia e deixa uma gostosa sensação refrescante na pele. E não posso esquecer do creme pós-barba, também para evitar a irritação.
Outro item importante na prateleira masculina é o gel, imprescindível para todo homem que quer um penteado bonito fixo o dia todo.
Um outro cosmético que uso religiosamente é o desodorante. É impossível vestir uma camisa sem antes passar o tão sagrado desodorante (mas tem que ser um que não irrita as axilas e não marca a roupa).
Emfim, o que citei agora são apenas os itens de sobrevivência básica do homem moderno. Nós precisamos também frequentar a academia para manter a forma, depilar os pelos do corpo, estar com as unhas sempre bem cuidadas e sempre usar uma boa roupa. (da moda, de preferência) que valorize o corpo.
Pois é, e por mais que a sociedade condene todas essas atitudes julgando-as um tanto afeminadas, as pessoas deveriam entender que assim como as mulheres se arrumam para outras mulheres, nós, homens, também nos arrumamos para elas.
sábado, 17 de setembro de 2011
Como escrever uma crônica?
-Fiiiiilha, acorda! São 6:20 já, você vai se atrasar!
Com esse chamado, tento abrir meus olhos e levantar, afinal, mais um dia da minha adorável rotina está começando. Com a maior preguiça do mundo e, numa velocidade equiparada a de um tartaruga, tomo meu café da manhã, me arrumo, coloco o uniforme e lá vou eu para minha tortura matinal.
Para começar o dia muito bem, a primeira aula é de produção textual, a matéria cuja função é me deixar de recuperação! Como estamos no último bimestre, se eu não tirar uma nota acima de oito agora, já posso trazer o peru para comemorar o Natal e até, quem sabe, fazer minha matrícula como uma adorável repetente!
O professor entrou na sala todo animado, com um monte de textos e livros, e não parou de falar um minuto. Ele explicava alguma coisa que eu nem ouvia, porque eu estava numa conversa muito importante com a Lu, minha melhor amiga. Mas, fiquei quieta no exato momento em que ele pronunciou as seguintes palavras: "Então é isso, pessoal, vocês vão ter que escrever uma crônica para amanhã, valendo como a nota do bimestre."
E esse foi o fim do mundo para mim. Já não bastasse ter que escrever um texto para o dia seguinte, para ficar ainda melhor, o monte de letras que acabaria com a minha vida era uma crônica. UMA CRÔNICA!! Eu não gosto nem de escrever uma dissertação, em que a única coisa que tenho que fazer é defender minha opinião, que dirá uma crônica, que tem que imaginar. Eu não sou uma pessoa com uma imaginação muito fértil e não sei escrever isso, para falar a verdade, não sei direito como escrever esse tipo de texto, pois eu não prestei atenção na aula. Estou definitivamente perdida, ou melhor, repetida, já que ano que vem estarei no primeiro ano do ensino médio novamente!
Desesperada, começo a pedir para as pessoas as anotações que o professor passou sobre este temido gênero textual e, passo o resto das aulas tentando aprender sobre o assunto. Chego em casa, almoço rapidamente e sento na minha escrivaninha para começar a escrever. Segundo fui informada, o tema era livre, mas a crônica, conforme havia entendido das anotações dos meus amigos, se baseia em fatos cotidianos, coisas interessantes que acontecem na nossa vida ou, até mesmo, em notícias de jornais.
Começo a pensar sobre os fatos interessantes da minha vida. Percebo que não tem nada demais, não coisas que eu compartilharia com o professor, afinal, imagina se eu contasse das fofocas que fiquei sabendo sobre um pessoal da escola, ou sobre meu conturbados romance com o Fê, ou sobre minhas loucuras com minhas amigas. Com certeza, seriam histórias que teriam muita repercussão, iria ser a nova J.K. Rowling, mas são coisas particulares, não vou escrever isso para todo mundo ficar sabendo.
Decido, então, ler o jornal, para ver se acho uma notícia interessante. Procurei, procurei e o único jornal que achei na minha casa era de um mês atrás. Perfeito! Peguei aqui e, MINHA NOSSA SENHORA, QUANTA LETRA, cansei só de olhar! Porém, por um bem maior, começo a procurar por alguma coisa que me provocasse uma "reflexão sobre algo do dia-a-dia". Não achei nada interessante e, no meio da minha expedição, o telefone tocou. Era a Lu e, bem, como tinham muitos babados, acabei ficando uma hora e meia no telefone. Agora eu realmente precisava achar alguma coisa naquele jornal e o mais rápido possível.
Finalmente, depois de um alonga busca, encontrei uma notícia de uma mulher que tinha pedido sepração do marido, pois ele era muito vaidoso. Achei aquilo a coisa mais bizarra e resolvi tentar escrever uma crônica humorística sobre o assunto. A grande questão agora era: como começar?
Ligo o computador e coloco no Google: "como começar uma crônica". Enquanto abria a página, resolvi checar meu facebook, formspring, orkut, postar uns desabafos no twitter, conversar com a galera no msn, até que me lembrei do bendito intuito de eu ter ligado meu computador. Começo a ler uns textos que tinham aparecido, mas nada parecia bom o suficiente para o começo da minha redação. Precisava de algo perfeito!
Decido desligar o computador e tomar um banho, para ver se aparecia uma luz no fim do túnel, enquanto eu relaxava debaixo da água quente. Tenho, então, uma ideia sensacional, me enxugo rapidamente e saio correndo, ainda meio molhada, pela casa. Como quase não sou desastrada, levo um tombo e minha perna começa a sangrar.ÓTIMO, era tudo que eu precisava. Nessa situação, tive que perder meu preciosos tempo fazendo curativo e tentando fazer parar de doer aquele corte. Acabei esquecendo a minha ideia genial.
Um pouco melhor, sento na cadeira, porém não acho meu lápis, fico um tempo procurando e, quando finalmente acho, o interfone toca e tenho que ir pegar uma encomenda lá embaixo. Quando estou subindo, as luzes se apagam e o elevador para. Pronto, agora eu estava presa no elevador, sozinha, com um corte na perna, no escuro, com uma encomenda que tinha um cheiro hirrível e com minha escrivaninha me esperando, com uma folha de papel em cima, no qual deveria ser escrita um crônica.
Durante a uma hora em que fiquei presa, consegui ter uma ideia muito boa para escrever a crônica, ela estava praticamente pronta na minha cabeça, acho que o Chico Xavier tinha baixado em mim. Cheguei em casa e fui escrever. Foi o melhor texto que escrevi em toda minha vida, iria tirar uma ótima nota e não iria repetir de ano. Era bom demais para ser verdade.
Deixei a folha em cima da minha cama e fui jantar. Quando voltei, encontrei pedacinhos de papel picados pelo meu quarto inteiro, olhei para baixo e vi Damon, meu cachorro, com a única coisa que restava da minha crônica em sua boca: o pedaço em que meu nome estava escrito.
Nunca quis tanto matar alguém em toda minha vida, o que eu iria falar para o professo? "Meu cachorro comeu minha redação professo, aliás, era um texto magnífico, o senhor iria gostar". Óbvio que não iria adiantar, eu já havia dado essa desculpa uma vez, entretanto, agora era realmente verdade.
Desesperada, decido entregar uma cópia desse desabafo para o professor e, tudo que posso dizer, é que o primeiro dia de aula do segundo colegial está sendo maravilhoso.
Com esse chamado, tento abrir meus olhos e levantar, afinal, mais um dia da minha adorável rotina está começando. Com a maior preguiça do mundo e, numa velocidade equiparada a de um tartaruga, tomo meu café da manhã, me arrumo, coloco o uniforme e lá vou eu para minha tortura matinal.
Para começar o dia muito bem, a primeira aula é de produção textual, a matéria cuja função é me deixar de recuperação! Como estamos no último bimestre, se eu não tirar uma nota acima de oito agora, já posso trazer o peru para comemorar o Natal e até, quem sabe, fazer minha matrícula como uma adorável repetente!
O professor entrou na sala todo animado, com um monte de textos e livros, e não parou de falar um minuto. Ele explicava alguma coisa que eu nem ouvia, porque eu estava numa conversa muito importante com a Lu, minha melhor amiga. Mas, fiquei quieta no exato momento em que ele pronunciou as seguintes palavras: "Então é isso, pessoal, vocês vão ter que escrever uma crônica para amanhã, valendo como a nota do bimestre."
E esse foi o fim do mundo para mim. Já não bastasse ter que escrever um texto para o dia seguinte, para ficar ainda melhor, o monte de letras que acabaria com a minha vida era uma crônica. UMA CRÔNICA!! Eu não gosto nem de escrever uma dissertação, em que a única coisa que tenho que fazer é defender minha opinião, que dirá uma crônica, que tem que imaginar. Eu não sou uma pessoa com uma imaginação muito fértil e não sei escrever isso, para falar a verdade, não sei direito como escrever esse tipo de texto, pois eu não prestei atenção na aula. Estou definitivamente perdida, ou melhor, repetida, já que ano que vem estarei no primeiro ano do ensino médio novamente!
Desesperada, começo a pedir para as pessoas as anotações que o professor passou sobre este temido gênero textual e, passo o resto das aulas tentando aprender sobre o assunto. Chego em casa, almoço rapidamente e sento na minha escrivaninha para começar a escrever. Segundo fui informada, o tema era livre, mas a crônica, conforme havia entendido das anotações dos meus amigos, se baseia em fatos cotidianos, coisas interessantes que acontecem na nossa vida ou, até mesmo, em notícias de jornais.
Começo a pensar sobre os fatos interessantes da minha vida. Percebo que não tem nada demais, não coisas que eu compartilharia com o professor, afinal, imagina se eu contasse das fofocas que fiquei sabendo sobre um pessoal da escola, ou sobre meu conturbados romance com o Fê, ou sobre minhas loucuras com minhas amigas. Com certeza, seriam histórias que teriam muita repercussão, iria ser a nova J.K. Rowling, mas são coisas particulares, não vou escrever isso para todo mundo ficar sabendo.
Decido, então, ler o jornal, para ver se acho uma notícia interessante. Procurei, procurei e o único jornal que achei na minha casa era de um mês atrás. Perfeito! Peguei aqui e, MINHA NOSSA SENHORA, QUANTA LETRA, cansei só de olhar! Porém, por um bem maior, começo a procurar por alguma coisa que me provocasse uma "reflexão sobre algo do dia-a-dia". Não achei nada interessante e, no meio da minha expedição, o telefone tocou. Era a Lu e, bem, como tinham muitos babados, acabei ficando uma hora e meia no telefone. Agora eu realmente precisava achar alguma coisa naquele jornal e o mais rápido possível.
Finalmente, depois de um alonga busca, encontrei uma notícia de uma mulher que tinha pedido sepração do marido, pois ele era muito vaidoso. Achei aquilo a coisa mais bizarra e resolvi tentar escrever uma crônica humorística sobre o assunto. A grande questão agora era: como começar?
Ligo o computador e coloco no Google: "como começar uma crônica". Enquanto abria a página, resolvi checar meu facebook, formspring, orkut, postar uns desabafos no twitter, conversar com a galera no msn, até que me lembrei do bendito intuito de eu ter ligado meu computador. Começo a ler uns textos que tinham aparecido, mas nada parecia bom o suficiente para o começo da minha redação. Precisava de algo perfeito!
Decido desligar o computador e tomar um banho, para ver se aparecia uma luz no fim do túnel, enquanto eu relaxava debaixo da água quente. Tenho, então, uma ideia sensacional, me enxugo rapidamente e saio correndo, ainda meio molhada, pela casa. Como quase não sou desastrada, levo um tombo e minha perna começa a sangrar.ÓTIMO, era tudo que eu precisava. Nessa situação, tive que perder meu preciosos tempo fazendo curativo e tentando fazer parar de doer aquele corte. Acabei esquecendo a minha ideia genial.
Um pouco melhor, sento na cadeira, porém não acho meu lápis, fico um tempo procurando e, quando finalmente acho, o interfone toca e tenho que ir pegar uma encomenda lá embaixo. Quando estou subindo, as luzes se apagam e o elevador para. Pronto, agora eu estava presa no elevador, sozinha, com um corte na perna, no escuro, com uma encomenda que tinha um cheiro hirrível e com minha escrivaninha me esperando, com uma folha de papel em cima, no qual deveria ser escrita um crônica.
Durante a uma hora em que fiquei presa, consegui ter uma ideia muito boa para escrever a crônica, ela estava praticamente pronta na minha cabeça, acho que o Chico Xavier tinha baixado em mim. Cheguei em casa e fui escrever. Foi o melhor texto que escrevi em toda minha vida, iria tirar uma ótima nota e não iria repetir de ano. Era bom demais para ser verdade.
Deixei a folha em cima da minha cama e fui jantar. Quando voltei, encontrei pedacinhos de papel picados pelo meu quarto inteiro, olhei para baixo e vi Damon, meu cachorro, com a única coisa que restava da minha crônica em sua boca: o pedaço em que meu nome estava escrito.
Nunca quis tanto matar alguém em toda minha vida, o que eu iria falar para o professo? "Meu cachorro comeu minha redação professo, aliás, era um texto magnífico, o senhor iria gostar". Óbvio que não iria adiantar, eu já havia dado essa desculpa uma vez, entretanto, agora era realmente verdade.
Desesperada, decido entregar uma cópia desse desabafo para o professor e, tudo que posso dizer, é que o primeiro dia de aula do segundo colegial está sendo maravilhoso.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Infidelidade Onírica
Tudo começou com um choro de mulher no apartamento vizinho. Era por volta das seis e meia da manhã - eu ainda tomava meu café - quando ouvi a mesma moça gritando e chorando. Não me assustei. Ela provavelmente estaria brigando com outro namorado, o que era muito frequente.
Eu não estava bisbilhotando, era simplesmente inevitável escutá-la. Frases como "E eu pensava que você fosse diferente! Mas não, vocês são todos iguais!". O tal homem tentava em vão acalmá-la. Ela chorava.
Comecei a me perguntar se ela tinha algum problema. Afinal, aquela deveria ser a quarta ou quinta vez que ela acordava em prantos e expulsava o namorado com a mesma ladainha. "Não é da minha conta", pensei. Fez-se silêncio.
De súbido ouvi ruídos como o de vidros se quebrando. O homem, já sem a paciência de antes, começou a gritar: "Você é louca! Não pode fazer isso! Pare!". Ela chorava ainda mais alto.
"Droga, tenho que me mudar logo daqui", lembrei. O lugar era terrivelmente barulhento. Qualquer tentativa de concentração era um fracasso. E eu ainda corria o risco de ser chamada de intrometida se tentasse interferir ou ajudar de algum modo. Impossível me manter no meu estado zen.
Agora era possível perceber que ela atirava as roupas dele pela janela, enquanto ele berrava: "O quê você quer que eu diga? Que estava bêbado? Que sinto muito por algo que..." - Não pude entender o restante da frase. Mas era visível que se tratava de traição, como das outras vezes.
Olhei para o relógio: Sete horas. Senti um certo alívio ao trancar a porta, e desci as escadas, disposta a recomeçar o dia. Porém esse alívio foi logo interrompido por um estrondo, seguido do barulho do homem descendo as escadas, revoltado. Passou por mim murmurando palavras impublicáveis. "Por Deus!", pensei.
- Curioso, não? - Era Dona Irma, outra vizinha que surgira, percebendo meu espanto.
- Mas o quê há de errado por aqui? Por que essa pobre moça não consegue achar sequer um homem fiel?
- Fiéis eles são... - Disse ela em tom misterioso.
- Então...? - A velha fitava o além. - Qual é o problema? - Perguntei outra vez, preocupada vendo que iria me atrasar.
- Eu disse que eles são fiéis. Nos sonhos dela é que não são.
- Como assim? - Perguntei por impulso, apesar de ter entendido bem.
- É isso mesmo. A moça sonha que o rapaz a trai, e assim que acorda quer tirar satisfações com ele. Ou seja, faz esse escarcéu.
Sem saber o que dizer, simplesmente saí, pensando: "Poxa vida... E eu preocupada em estar zen!"
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Dislexia
- Henrique, entregue esse bilhete ao porteiro do Residencial Maria Botelho, peça para ele entregar para a moça do 202, em mãos.
Henrique faz o que Ricardo lhe pediu. Mais tarde Cida chega ao prédio onde mora e o porteiro lhe dá um envelope e diz:
- Dona Cida, pediram para lhe entregar em mãos.
- Obrigado, seu Zé... Mas quem mandou? Não tem remetente.
- Um moço, mas não disse o nome e nunca o vi.
- Tudo bem, obrigado.
Ela sobe ao seu apartamento e abre o envelope. Nele está escrito:
"Querida, estou com saudades, estarei esperando por você no lugar de sempre às 8h, beijos do seu bebê."
Local de sempre? Meu bebê? Que coisa doida!Acho que o seu Zé se enganou. Resolve descer até a portaria.
- Seu Zé, acho que o senhor se enganou, não é pra mim não.
- A senhora não é do 202?
- Sim.
- Então está certo!
Enquanto Cida continua a se questionar sobre o bilhete e dando graças a Deus por seu marido não ter chego antes dela e pego o bilhete, na rua em frente ao prédio:
-Era esse aqui, né Ricardo? - Pergunta Henrique, apontando pra o Residencial Maria Betânia, onde Cida mora.
- Não! É o Residencial Maria Botelho!
- Entreguei...
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