Esportes, como sempre polêmicas sobre doping, técnicos que vão e voltam. Na manchete do Jornal, gráficos imensos e um título maior que o normal escrito "E.U.A enfrenta nova crise financeira". Como isso pode acontecer? Afinal os E.U.A. são os maiores credores, a grande potência mundial. Enquanto três páginas do jornal ilustravam tudo sobre o mercado econômico dos países desenvolvidos, quase nada se falava sobre os efeitos colaterais que os países subdesenvolvidos sofriam com a crise.
A crise financeira abalou o cenário econômico dos E.U.A., porém os problemas sociais que isso gera não afeta todas as economias da mesma maneira e como sempre, a corda arrebenta do lado mais fraco.
Permaneci lendo. Quando cheguei a última página do jornal vi uma sucinta reportagem sobre 29 mil crianças que morreram de fome na Somália, informando que a subsecretária para Assuntos Humanísticos das Nações Unidas havia conseguido menos da metade do dinheiro necessário para o combate à fome, esta ainda afirmava que a crise não havia atingido seu ponto máximo, o que dificultava ainda mais essa arrecadação.
Fiquei perplexo, pois afinal a mídia diante de uma situação dessa dava maior destaque para os danos sofridos pelos americanos enquanto os pobres somalianos deveriam se contentar com uma mera e minúscula reportagem, a qual poderia despertar o instinto humano para fazer doações para reverter essa situação de fome e miséria.
A crise atinge alguns no bolso e outros no estômago e, de fato, é o bolso quem preenche a manchete.
Terminei de ler, refleti e cheguei à conclusão de que o humanismo fechou em baixa na BSH, Bolsa de Sentimentos Humanos.
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